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Prefeitura de Goiânia: Goianienses são Súditos ou Cidadãos?


Democracia garante ao cidadão que escolha um politico a fim de gerir sua Cidade, seu Estado, seu País, alguém que esteja à altura da governabilidade desejada para que as políticas públicas sejam ofertadas, pois a Constituição Cidadã de 88, em que restaurou a democracia garantiu direitos civis, sociais e políticos após o regime militar, o qual durou vinte e um anos. A Carta Magna contempla em sua integra direitos fundamentais ao cidadão inclusive a preservação da dignidade humana

Entretanto, gestores como este de Goiânia tem feito de tudo para tirar da população serviços essenciais, como se estes fossem ofertados por puros favores. Ledo engano destes senhores, e quando me refiro a senhores, não por acaso, porque estamos vivendo tempos feudais, em que cidadãos são tratados como servos.

Não temos senhores, não somos seus servos, nem tampouco seus escravos, somos cidadãos, e porque somos cidadãos? Porque pagamos impostos caros, e em troca precisamos de serviços que o Estado tem obrigação em nos servir.

Em Goiânia o caos está posto, o prefeito anterior que perdera seu posto antes do vencimento, cedeu ao seu sucessor em conluio propício com a maioria dos vereadores reeleitos que aplicassem a tal taxa do lixo e me perdoe a observação, mesmo com a tal taxa, a cidade continua um lixo a céu aberto, não obstante o próprio aterro sanitário e a própria Comurg com toda a administração conspurcada e reiterante.

O prefeito não está em uma de suas empresas em que o faturamento esteja acima da qualidade de vida de seus súditos, ops, cidadãos, é função observar e cumprir o artigo terceiro da nossa Constituição. O prefeito não esta acima das nossas leis, o prefeito na verdade é um servidor da cidade e, portanto lhe cabe honrar os votos recebidos nas urnas, bem como cumprir com o mínimo de zelo.

O artigo sexto da Constituição Federal elenca que: são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, portanto é necessário ser cumprido pelo mandatário do poder executivo para o bem do cidadão.

Será que o Senhor Sandro Mabel tem se orientado a respeito da função e cargo outorgado pelo voto popular como Prefeito da Capital Goiana? Eis abaixo suas atribuições:

• desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes;

• organizar os serviços públicos de interesse local;

• proteger o patrimônio histórico-cultural do município;

• garantir o transporte público e a organização do trânsito;

• atender à comunidade, ouvindo suas reivindicações e seus anseios;

• pavimentar ruas, preservar e construir espaços públicos, como praças e parques;

• promover o desenvolvimento urbano e o ordenamento territorial;

• buscar convênios, benefícios e auxílios para o município que representa;

• apresentar projetos de lei à Câmara Municipal, além de sancionar ou vetar projetos de lei aprovados pelas vereadoras e vereadores;

• intermediar politicamente junto a outras esferas do poder, sempre com o intuito de beneficiar a população local;

• zelar pelo meio ambiente, pela limpeza do município e pelo saneamento básico;

• implantar e manter – em boas condições de funcionamento – postos de saúde, escolas e creches municipais, além de assumir o transporte escolar das crianças;

• arrecadar, administrar e aplicar os impostos municipais da melhor forma.

A Constituição Federal é a Carta Magna do País que confere à todos os cidadãos direito e garantias individuais e coletivas, assim como direitos sociais.

Será que o senhor Prefeito de Goiânia enxerga que ele não é dono do Paço, mas um delegado com poder emanado do povo, a fim de cumprir um mandato a bem servir a população que lhe deu consentimento através do voto?

Prefeito, a prefeitura não é a sua empresa, governe para os cidadãos não somente para os seus.


Autor: Thony Oliveira (Antonio Oliveira)

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